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Estudantes e pesquisadores. Quem são? O que querem?

Por Pedro Reiz Centro de Treinamento e Formação e Editora Hyria
14/04/2014, às 16h40

Costumo diferenciar os termos “estudante” de “pesquisador”, e utilizo o primeiro em alusão àqueles que frequentam a graduação e a pós-graduação (lato sensu). O vocábulo “pesquisador” guardo para a pessoa (masculina ou feminina) que participa de um grupo de pesquisa no ensino stricto sensu (mestrado, doutorado ou pós-doutorado) e também aos que pesquisam de modo autônomo ou independente.
Essa observação, ainda que singela, não procura formular julgamentos, pois tão-somente enfatiza as características próprias que exigem os graus pelos quais percorremos, mas que são diferentes, embora próximos.
No grupo “pesquisador” está inserido o que adquiriu grande conhecimento em redação científica, aliás, é pelo caminho dela que falo. Ademais, costumam ser pessoas que se destacam em diversos campos, independente do cargo que ocupam, e alguns têm grande talento. Porém, poucos, bem poucos, dominam a redação científica totalmente, pois são profissionais de áreas que exigem grande esforço para se manter atualizados, o que obviamente, não permite dedicação única, tenaz, persistente.
A atividade profissional, que define com precisão a área do pesquisador, requer constante atualização, ainda mais quando se trata de medicina, fisioterapia, física, biologia, nutrição, enfermagem, por exemplo, profissões muito especializadas e que demandam incansável leitura, frequente participação em eventos científicos do campo de atuação (congressos, jornadas, simpósios, colóquios, encontros) e atividades outras que tomam todo o tempo. Aos profissionais dessas áreas que ainda são docentesé quase impossível ter tempo para se dedicar a simples leitura de livros sobre redação científica, uma vez que se dedicam afora ao ensino, ainda à pesquisa e à assistência. A última, notadamente aos bravos profissionais da saúde.
Desse modo, enquanto é quase consenso dos especialistas (com E maiúsculo) que certos “estudantes” busquem apenas se livrar da redação científica, os “pesquisadores” deveriam procurar entendê-la para melhor aplicá-la.