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Quais são os métodos de treinamento em redação científica?

Redação científica de fato ou ilusão com as "ferramentas on-line para redação científica"?

Vamos expor como compreendemos, sem pressupor que entendemos tudo.

Comparado com os outros métodos de treinamentos, o Treinamento em Redação Científica de Pedro Reiz Centro de Treinamento e Formação é prático, rápido e facilmente assimilável. É muito bem recebido por pesquisadoras e pesquisadores de diferentes universidades e empresas em que tem sido ministrado.
Alguns métodos de treinamentos parecem ser oferecidos em extremos: de um lado estão os cursos ministrados por “especialistas nos cursos de redação científica internacional” ou nos "cursos de redação de artigos científicos em inglês" que acreditam no "treinamento certo", pois, para esses especialistas, os pesquisadores serão “capacitados”, ideia que em nosso Centro de Treinamento não adotamos. Também solicitam nível médio de língua inglesa e mantêm programas rígidos a ser encaixados na produção do pesquisador (artigo, projeto, TCC, relatório, dissertação, tese etc.).
O argumento de quem ministra esse tipo de curso é que, para valorizar a ciência no Brasil, deve-se publicar em língua inglesa. Esse argumento é enganoso, uma vez que não basta o manuscrito estar redigido em inglês para ser aceito e apreciado pelo corpo editorial dos periódicos internacionais. Outros critérios também estão em jogo. É óbvio que para publicação internacional, é necessário que o manuscrito esteja redigido na língua de publicação do periódico: inglês, espanhol, francês, alemão... Um exemplo: o fato de um pesquisador brasileiro falar e escrever em língua portuguesa significa que, por isso, produzirá artigos científicos em português e, portanto, os artigos serão aceitos em periódicos nacionais de relevância? Não, o domínio de uma língua não é resposta para a habilidade em redigir artigos científicos. Essa lógica é totalmente “sem pé nem cabeça” e só mostra o que ninguém ignora.
De outro lado, estão os treinamentos em redação científica ministrados pelos “partidários dos métodos estatísticos”. É evidente que há exceções, mas de maneira geral, de acordo com os conhecimentos estatísticos que possuem, alimentam a ideia de que, para a maior visibilidade do artigo ou da tese, deve-se ter foco no Método, mesmo que as demais partes do artigo ou da tese não estejam ajustadas.
Há ainda os defensores das "ferramentas on-line para redação científica" e da "geração de papers em língua inglesa por softwares”. Infelizmente, neste momento, não é possível oferecer informações mais detalhadas sobre isso. Entretanto, pode-se encontrar comentários do prof. Pedro Reiz no Manual de técnicas de redação científica, 3ª ed. p.264, livro publicado pela Editora Hyria.
De qualquer modo, é provável que você saiba o quanto é equivocado se basear em ferramentas computacionais para estruturar os conteúdos dos trabalhos ou "avaliar" paper em software. Conforme as informações armazenadas, o software poderá interpretar e identificar o que seria percepção criativa como algo inadequado. Imagine, então, qual será a avaliação do software quando o Objetivo do estudo for identificar tendências nas pesquisas científicas? Porém, caso o propósito dos idealizadores do software seja evitar lutas com atividades intelectuais meramente repetitivas (gerenciamento de referências bibliográficas, por exemplo), ah, ok, nada mal, desde que os interessados sejam informados das limitações do software.
Insistimos nessa ideia porque é evidente que esses métodos são insuficientes e superficiais. No caso dos cursos praticados por “especialistas nos cursos de redação científica internacional ou de redação de artigos científicos em inglês”, ao final dos trabalhos, os participantes estão mais motivados a aperfeiçoar o inglês a praticar redação científica para submissão de manuscritos ou superar bloqueios com a “tela branca” para começar a escrever. 
Os livros publicados por alguns instrutores desses cursos são dogmáticos e tentam impor "modelos" de preparação dos trabalhos acadêmico-científicos, ao invés de deixar a livre escolha dos participantes, como salienta o prof. Pedro Reiz em seus treinamentos. 
Em nenhum desses cursos há uma visão mais moderna e vinculada às reais necessidades dos docentes e pesquisadores atuais, por isso, esses cursos não suprem lacunas ou dúvidas, tais como
·  Quais informações devo captar do artigo que estou lendo?
·    Dessas informações, como as introduzo na produção do meu manuscrito?
·   Será que há outros artigos relacionados ao propósito do meu projeto? O que faço para selecioná-los?
·    Como devo argumentar?
·    A argumentação será realizada em quais seções do meu manuscrito?
·    Como preparo as paráfrases?
·   Será que copiar o fragmento em inglês e traduzi-lo para o português é suficiente para não caracterizar plágio?
·    De que forma é possível detectar plágio?
· De todos esses artigos que selecionei, qual a melhor ordem de leitura?
·   Por que sou tão "bom de bancada", porém, não sei como desenvolver um manuscrito?
· Será que vou terminar meu doutorado sem conseguir publicar um artigo? 
·  Tenho muita experiência prática, mas como faço para passar meus conhecimentos para o papel?
·    Como superar os bloqueios com a "tela branca"?
· O que preciso melhorar como pesquisador?
· Seria importante atualizar-me na área e participar de cursos e treinamentos com mais frequência?
Entre tantas outras incertezas e inquietações.
Na perspectiva teórica, muito disso foi tratado no capítulo três de Redação científica moderna. Livro baseado na experiência do prof. Pedro, desde 2002, no atendimento aos pesquisadores adultos e com muita experiência prática, em especial da área da saúde. Na perspectiva prática, a 3ª edição do Manual de técnicas de redação científica está repleta de exemplos, técnicas, dicas e procedimentos preparados de maneira interativa com esquemas e figuras para melhor fixação do conteúdo.
Afora esses propósitos, o Treinamento em Redação Científica de Pedro Reiz Centro de Treinamento e Formação também contribui para transformar a pesquisa de investigadores científicos, iniciantes ou experientes, em texto científico (relatório, tese, projeto, artigo etc.) e ainda aperfeiçoa a redação científica de grupos de excelência.
Cuidar da instituição que contrata o treinamento e garantir que as necessidades dos participantes sejam atendidas - não só as do palestrante ou dos contratantes, - respeita as exigências de cada pesquisador individualmente, auxilia no êxito das publicações ou preparação de projetos, e contribui para o avanço da ciência no Brasil.

   Equipe do Instituto de Redação Científica

Como indicar esta postagem na seção das Referências:


Formato ABNT
INSTITUTO de Redação Científica. Quais são os métodos de treinamento em redação científica? São Paulo, 3 fev. 2015. Disponível em: <http://redacaomedica.blogspot.com.br/2015/02/metodos-de-treinamentos-em-redacao.html>. Acesso em: dia mês ano.

Formato Vancouver
Instituto de redação científica. Quais são os métodos de treinamento em redação científica? [Internet]. 2015 [atualizado em 03 fev 2015; citado em dia mês ano]. Disponível em: http://redacaomedica.blogspot.com.br/2015/02/metodos-de-treinamentos-em-redacao.html