Qualidade do texto científico

O pesquisador não pode ser analisado por uma ou outra produção, porque a qualidade de um texto científico está ligada à competência de escrever num determinado momento.
A qualidade põe em jogo habilidades e competências de leitura, compreensão, seleção dos documentos, análise, produção, revisão e recursos emocionais, na perspectiva do produtor de texto. Nesse sentido, é difícil determinar o que caracteriza qualidade no texto científico, em especial, depois que ele está produzido. A qualidade pode estar relacionada com [...]

Trecho transcrito do livro Redação científica moderna, de Pedro Reiz, publicado pela Editora Hyria.


No livro Redação científica moderna, tanto no tópico 3.4.2 “Qualidade da informação que se quer transmitir” quanto 5.5 “Qualidade do texto científico” o leitor tem à disposição as seguintes ideias:

·         O que faz um artigo científico ser um bom artigo científico.
·         Qualidade das publicações científicas.
·         Texto de divulgação científica.
·         Produtividade científica não quer dizer qualidade.
·         Qualidade de um texto acadêmico.
·         Texto científico, características.
·         Como produzir um texto científico de qualidade.
·         Qualidades e defeitos de um texto.
·       Qualidades do texto, coerência, coesão, clareza, concisão e cor-reção gramatical.

Técnicas de redação científica podem ajudar no ENEM?

“O falar incessantemente por hipérboles só se aplica ao amor”.
Francis Bacon

Descubra técnicas de redação científica e métodos de estudo.
Condenar as regras de redação não é adequado, uma vez que o domínio dessas regras pode ajudar milhares de estudantes que zeram a redação do Enem ou que apresentam dificuldades em redigi-la. Vamos ajudar na divulgação das regras e técnicas de redação?


Com as novas normas que entraram em vigor em abril de 2015, para solicitar o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) de 2016 em diante, será necessário que o candidato obtenha 450 pontos na prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e também não zere na prova de redação.
O Enem ainda é a “porta de entrada” àqueles que pleiteiam bolsas de estudo pelo Programa Universidade para Todos (ProUni), e o processo seletivo para quem deseja ingressar em institutos e universidades federais.
Vale lembrar que as mídias impressa e eletrônica divulgaram recentemente o resultado do Enem1 de 2014: dos 6.193.565 candidatos, apenas 250 (0,004%) alcançaram a nota 1000 na redação (nota máxima), enquanto 529.373 candidatos (8,54% do total) tiraram zero, e os motivos foram os seguintes: 217.339 (41,06%) fugiram ao tema; 13.039 (2,24%) copiaram o texto motivador da prova; 7.824 (1,89%) não redigiram nem 7 linhas...
O conhecimento e amplo domínio das regras e técnicas de redação são fundamentais para os pesquisadores (mestrandos e doutorandos), e também podem ajudar as pessoas que desejam começar um curso superior com patrocínio do Fies a partir de 2016.
Não se tem a presunção de resolver todos os problemas das pessoas que zeram a redação do Enem. Minha proposta é de tão-somente comentar que o conhecimento e aquisição de técnicas de redação podem auxiliá-las.
Somente pessoas ilógicas, desconhecedoras das regras e das técnicas de redação, é que negam e tentam ridicularizá-las. É por isso que essas pessoas, muitas vezes, criticam sem fundamento, prejudicam a clareza com períodos invertidos, usam termos contrários aos que queriam exprimir, valem-se de repetições desnecessárias tanto de ideias quanto de palavras, têm o vocabulário reduzido e lacônico e redigem de modo obscuro. Deste modo, só elas entendem o que “quiseram escrever”. É provável que tirariam zero ou teriam resultados pouco satisfatórios na prova de redação do Enem.





Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho acadêmico? Acompanhe como indicar na seção das Referências:
ABNT
REIZ, Pedro. Técnicas de redação científica. 31 mai. 2015. Disponível em<http://redacaomedica.blogspot.com.br/2015/05/as-tecnicas-de-redacao-o-enem-e-o-fies.html>. Acesso em:__/__/___.

APA
Reiz, P. (31 de maio de 2015). Técnicas de redação científica. [Postagem de blogue]. Recuperado de http://redacaomedica.blogspot.com.br/2015/05/as-tecnicas-de-redacao-o-enem-e-o-fies.html.

Vancouver
Reiz, P. Técnicas de redação científica. [internet]. São Paulo: Pedro Reiz [citado em __/__/___ ]. Disponível em http://redacaomedica.blogspot.com.br/2015/05/as-tecnicas-de-redacao-o-enem-e-o-fies.html.

Assim

06/04/2015, às 13h40
Possuir vocabulário rico e variado auxilia na saúde mental como também favorece vários processos de reflexão e escrita. Ele ainda facilita a preparação de paráfrases e de resumos de livros. Como enriquecer o vocabulário? "Assim" pode ajudar de modo divertido. Boa leitura!
     “Assim” é advérbio ou conjunção. Como advérbio indica algo que pode ocorrer desse ou daquele modo, por exemplo: “Foi assim que lhe ensinaram a escrever?”. Também pode denotar do mesmo modo; igualmente, como no exemplo: “Os desvios à norma culta cometidos pelo autor: redundâncias, linguagem informal, uso incorreto de vírgulas e assim os demais foram identificados pelos leitores treinados”. Afora apontar para tamanho, quantidade, volume etc., por exemplo, para exprimir na fala o gesto com a mão aberta e os dedos unidos: “Nos jogos do São Paulo é assim de gente pedindo para o Rogério Ceni largar o osso”.
     Por sua vez, “assim” na função de conjunção equivale a deste modo; portanto; destarte[1]. A conjunção ou advérbio “assim” é empregado assim, assim (mais ou menos) até mesmo pelos usuários da norma culta.
     Apesar da versatilidade do "assim", causa estranhamento encontrar o termo registrado três vezes apenas na primeira pequena página do prefácio de um livro com mais de 20 edições! Assim como (do mesmo modo que; como) o autor desse livro, nenhum outro iria querer "publicar" 20 edições. O meu espanto foi por não entender por que tantas repetições do verbete “assim” espalhadas pelo livro. Nem se podia folhear uma ou duas vezes, e lá estava um “assim”. Uma amiga que me acompanhava perguntou: “Será que basta usar vários ‘assim’ para o livro ficar conhecido? Ou algumas edições mudam repentinamente da primeira para a quinta ou sexta edição, e quando a gente menos espera já está na vigésima?”
     Tudo começou assim: passeava com uma amiga pela avenida Paulista em um sábado à tarde e resolvemos espiar a seção de lançamentos de uma livraria. Como sou curioso, parei em uma prateleira qualquer e resolvi apanhar um livro.
     Diante do primeiro “assim”, grafado na segunda linha da primeira página, lugar em que caberia até o Jô Soares, menos o advérbio ou a conjunção “assim”, fiquei ainda mais surpreso quando não pude evitar o segundo “assim” duas linhas abaixo. Assim já era demais!
     Entre uma ideia contrária e outra, e um estilo rebuscado, estava ali, diante do terceiro “assim”, ainda na mesma página. A minha vontade foi de pular o “assim”, entretanto, para não comprometer a compreensão não consegui "saltá-lo".
     Assim mesmo (todavia), prossegui com a leitura. Antes do final da primeira página assim que (logo que) encontrei a expressão “em segundo lugar” sem ter lido antes “em primeiro lugar” ou algo que remetesse a essa ideia, não me contive: depositei o livro na estante da livraria e disse a minha amiga: “Assim como assim (de qualquer modo que seja; seja como for) a estante é o melhor lugar para um livro assim”. Ela me olhou e sorriu... 
Pedro Reiz
[1] Destarte significa “assim sendo; deste modo; por esta forma; assim”.

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho acadêmico? Acompanhe como indicar na seção das Referências:
ABNT
REIZ, Pedro. Assim. 6 abr. 2015. Disponível em <http://redacaomedica.blogspot.com.br/2015/04/vocabulario-diversificado.html>. Acesso em:__/__/___.

APA
Reiz, P. (6 de abril de 2015). Assim. [Postagem de blogue]. Recuperado de http://redacaomedica.blogspot.com.br/2015/04/vocabulario-diversificado.html.

Vancouver
Reiz, P. Assim. [internet]. São Paulo: Pedro Reiz [citado em __/__/___ ]. Disponível em http://redacaomedica.blogspot.com.br/2015/04/vocabulario-diversificado.html.




Quais são os métodos de treinamento em redação científica?

03/02/2015, às 17h59
 Redação científica de fato ou ilusão com as "ferramentas on-line para redação científica"?
Comparado com os outros métodos de treinamentos, o Treinamento em Redação Científica de Pedro Reiz Centro de Treinamento e Formação é prático, rápido e facilmente assimilável. É muito bem recebido por pesquisadoras e pesquisadores de diferentes universidades e empresas em que tem sido ministrado.
Alguns métodos de treinamentos parecem ser oferecidos em extremos: de um lado estão os cursos ministrados por “especialistas nos cursos de redação científica internacional” ou nos "cursos de redação de artigos científicos em inglês" que acreditam no "treinamento certo", pois, para esses especialistas, os pesquisadores serão “capacitados”, ideia que em nosso Centro de Treinamento não adotamos. Também solicitam nível médio de língua inglesa e mantêm programas rígidos a ser encaixados na produção do pesquisador (artigo, projeto, TCC, relatório, dissertação, tese etc.).
O argumento de quem ministra esse tipo de curso é que, para valorizar a ciência no Brasil, deve-se publicar em língua inglesa. Esse argumento é enganoso, uma vez que não basta o artigo estar redigido em inglês para ser aceito e apreciado pelo corpo editorial dos periódicos internacionais. Outros critérios também estão em jogo. É óbvio que para publicação internacional, é necessário que o artigo esteja redigido na língua de publicação do periódico: inglês, espanhol, francês, alemão... Um exemplo: o fato de um pesquisador brasileiro falar e escrever em língua portuguesa significa que, por isso, produzirá artigos científicos em português e, portanto, os artigos serão aceitos em periódicos nacionais de relevância? Não, o domínio de uma língua não é resposta para a habilidade em redigir artigos científicos. Essa lógica é totalmente “sem pé nem cabeça” e só mostra o que ninguém ignora.
De outro lado, estão os treinamentos em redação científica ministrados pelos “partidários dos métodos estatísticos”. É evidente que há exceções, mas de maneira geral, de acordo com os conhecimentos estatísticos que possuem, alimentam a ideia de que, para a maior visibilidade do artigo ou da tese, deve-se ter foco no Método, mesmo que as demais partes do artigo ou da tese não estejam ajustadas.
Há ainda os defensores das "ferramentas on-line para redação científicae da "geração de papers em língua inglesa por softwares”. Infelizmente, neste momento, não é possível oferecer informações mais detalhadas sobre isso. Entretanto, pode-se encontrar comentários do prof. Pedro Reiz no Manual de técnicas de redação científica, 3ª ed. p.264, livro publicado pela Editora Hyria.
De qualquer modo, é provável que você saiba o quanto é equivocado se basear em ferramentas computacionais para estruturar os conteúdos dos trabalhos ou "avaliar" paper em software. Conforme as informações armazenadas, o software poderá interpretar e identificar o que seria percepção criativa como algo inadequado. Imagine, então, qual será a avaliação do software quando o Objetivo do estudo for identificar tendências nas pesquisas científicas? Porém, caso o propósito dos idealizadores do software seja evitar lutas com atividades intelectuais meramente repetitivas (gerenciamento de referências bibliográficas, por exemplo), ah, ok, nada mal, desde que os interessados sejam informados das limitações do software.
Insistimos nessa ideia porque é evidente que esses métodos são insuficientes e superficiais. No caso dos cursos praticados por “especialistas nos cursos de redação científica internacional ou de redação de artigos científicos em inglês”, ao final dos trabalhos, os participantes estão mais motivados a aperfeiçoar o inglês a praticar redação científica para publicação de artigos ou superar bloqueios com a “tela branca” para começar a escrever. 
Os livros publicados por alguns instrutores desses cursos são dogmáticos e tentam impor "modelos" de preparação dos trabalhos acadêmico-científicos, ao invés de deixar a livre escolha dos participantes, como salienta o prof. Pedro Reiz em seus treinamentos. 
Em nenhum desses cursos há uma visão mais moderna e vinculada às reais necessidades dos docentes e pesquisadores atuais, por isso, esses cursos não suprem lacunas ou dúvidas, tais como
·  Quais informações devo captar do artigo que estou lendo?
·    Dessas informações, como as introduzo na produção do meu artigo?
·   Será que há outros artigos relacionados ao propósito do meu projeto? O que faço para selecioná-los?
·    Como devo argumentar?
·    A argumentação será realizada em quais seções do meu artigo?
·    Como preparo as paráfrases?
·   Será que copiar o fragmento em inglês e traduzi-lo para o português é suficiente para não caracterizar plágio?
·    De que forma é possível detectar plágio?
· De todos esses artigos que selecionei, qual a melhor ordem de leitura?
·   Por que sou tão "bom de bancada", porém, não sei como desenvolver um artigo?
· Será que vou terminar meu doutorado sem conseguir publicar um artigo? 
·  Tenho muita experiência prática, mas como faço para passar meus conhecimentos para o papel?
·    Como superar os bloqueios com a "tela branca"?
· O que preciso melhorar como pesquisador?
· Seria importante atualizar-me na área e participar de cursos e treinamentos com mais frequência?
Entre tantas outras incertezas e inquietações.
Na perspectiva teórica, muito disso foi tratado no capítulo três de Redação científica moderna. Livro baseado na experiência do prof. Pedro, desde 2002, no atendimento aos pesquisadores adultos e com muita experiência prática, em especial da área da saúde. Na perspectiva prática, a 3ª edição do Manual de técnicas de redação científica está repleta de exemplos, técnicas, dicas e procedimentos preparados de maneira interativa com esquemas e figuras para melhor fixação do conteúdo.
Afora esses propósitos, o Treinamento em Redação Científica de Pedro Reiz Centro de Treinamento e Formação também contribui para transformar a pesquisa de investigadores científicos, iniciantes ou experientes, em texto científico (relatório, tese, projeto, artigo etc.) e ainda aperfeiçoa a redação científica de grupos de excelência.
Cuidar da instituição que contrata o treinamento e garantir que as necessidades dos participantes sejam atendidas - não só as do palestrante ou dos contratantes, - respeita as exigências de cada pesquisador individualmente, auxilia no êxito das publicações ou preparação de projetos, e contribui para o avanço da ciência no Brasil.

   Equipe do Instituto de Redação Científica


Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho acadêmico? Acompanhe como indicar na seção das Referências:
Formato ABNT
INSTITUTO de Redação Científica. Quais são os métodos de treinamento em redação científica? São Paulo, 3 fev. 2015. Disponível em: <http://redacaomedica.blogspot.com.br/2015/02/metodos-de-treinamentos-em-redacao.html>. Acesso em: dia mês ano.

Formato Vancouver
Instituto de redação científica. Quais são os métodos de treinamento em redação científica? [Internet]. 2014 [atualizado em 03 fev 2015; citado em dia mês ano]. Disponível em: http://redacaomedica.blogspot.com.br/2015/02/metodos-de-treinamentos-em-redacao.html

Pesquisa científica

03/01/2015, às 10h56
Por Pedro Reiz Centro de Treinamento e Formação e Editora Hyria


 Não ter tempo é diferente de não ter oportunidade.


O propósito do pesquisador ao preparar manuscrito a ser submetido a um periódico é o de informar à comunidade científica quais as contribuições[1]  da sua pesquisa. A essência do relato normalmente cabe ao autor[2] principal. Desse modo, demonstra não só domínio na área de atuação como também das técnicas de redação científica.
Assim, é hora dos pesquisadores comprometidos com o progresso da ciência, a educação em vários âmbitos e o desenvolvimento do país mobilizarem-se para a implantação de mecanismos favoráveis à divulgação, estudo e prática de técnicas de redação científica facilmente assimiláveis.
Não se pode continuar a esconder sob o véu “da falta de tempo” e outros argumentos insípidos, o conhecimento parcial das técnicas de redação científica para legitimar crenças e práticas não aceitas em nosso meio, como a de “outros” escreverem para “aqueles que não têm tempo”. Não ter tempo é diferente de não ter oportunidade.
Ora, essa prática deve ser repudiada. Por exemplo, nos Estados Unidos é possível adquirir armas de fogo livremente em lojas de departamentos, o que está de acordo com as leis do país, uma vez que reflete conceitos, valores e crenças dos estadunidenses. Contudo, no Brasil, a compra  desse indesejável instrumento pode ser realizada apenas legalmente e sob certas condições.
Consideradas as proporções, o exemplo acima tem o propósito de tão-somente identificar o disparate de alegar “falta de tempo”, entre outras "desculpas inteligentes" como justificativas aos conhecimentos básicos das técnicas de redação científica. As práticas de redação científica são constantemente atualizadas, portanto, é necessário dedicação, interesse, disposição e vontade para se manter informado e atualizado, afora praticá-las. O pesquisador, ao aprimorar plenamente as habilidades em redação científica, adquire diversos outros recursos para aplicar nas diferentes seções de um artigo, por exemplo. A aquisição de competência plena em redação científica está disponível a todos os interessados. Não há o que temer!
Tanto na apresentação de TCC ou monografia quanto na defesa de dissertação ou tese, guardadas as necessárias extensões, esses trabalhos acadêmico-científicos devem ser guiados pelos mesmos propósitos éticos e de comprometimento com os envolvidos na preparação da pesquisa (estudantes ou pesquisadores, professores orientadores, bancas examinadoras, instituições de ensino, órgãos de fomento à pesquisa, MEC e função social).
Se a redação do relato não é produzida pelo pesquisador responsável pela pesquisa científica, afetam-se diretamente os demais pesquisadores, a comunidade científica e o público em geral. É preferível ler artigos e outros textos científicos preparados pelo próprio pesquisador, ainda que não estejam impecáveis e elegantes em detrimento de textos bem trabalhados e produzidos por ”outros”. A comunicação científica será do “outro”, não do pesquisador! Que isso fique bem claro! Redação de artigo requer também criatividade. De nada adianta ser fluente em inglês, coletar material, ter os dados em mão, contudo, sem ter as habilidades para relatá-la e até depender de “outros” para “montar” as tais teses infundadas.
Corre-se ainda outro risco! Alguns praticantes de redação científica, que a "realizam" apenas nas horas vagas, pois são remunerados para outras atividades, insistem em rejeitar as regras[3] acadêmico-científicas, mas se esquecem de que nos sites dos periódicos constam diretrizes de submissão de artigos científicos. Essas são regras que não podem ser alteradas, uma vez que os artigos submetidos àquele periódico, depois de lidos, apenas passarão pelas demais etapas se atenderem às regras elencadas pelos comitês editoriais.






[1] Esperam-se conhecimentos novos e relevantes.
[2] Alguns comitês editoriais solicitam a indicação da contribuição de cada um dos autores.
[3] Apesar de não serem prescritivas, é evidente que se gera certa expectativa para o produtor do texto e, consequentemente para o consumidor ao se deparar com nova publicação, que pode ou não ser selecionada para leitura.

Fotocópia de livros. Quando fotocopiar algumas páginas de um livro?

08/12/2014, às 19h31
Por Pedro Reiz Centro de Treinamento e Formação e Editora Hyria


É permitida a fotocópia de livros?

      Não se faz fotocópias de livros. Em certos casos, o livro pode ser customizado para usos específicos. Contudo, um professor pode indicar a leitura de livros não mais publicados. Neste caso, ainda assim não se faz cópias, pois é possível encontrar um livro em sebos, às vezes, por preços acessíveis. Se ainda não for possível encontrá-lo, uma vez que não está disponível nem em sebos, o interessado, então, fará cópia de pequena quantidade de páginas.
     Sugere-se, para melhor aproveitamento da leitura, que a reprodução seja das seguintes páginas:
     1) Páginas de interesse (máximo de 10%).
     2) Ficha catalográfica.
     3) Capa.
    4) Referências do capítulo, quando for o caso, também das Referências na parte final do livro.
Ao anotar as informações da ficha catalográfica, o pesquisador terá à disposição:
     • Os nomes dos autores.
     • Título do livro.
     • Ano.
     • Edição.
     • Volume (quando for o caso).
     • Editora.
     • Cidade.
     • Número de páginas.
     • Tradutor e título original (quando for o caso).
      Essas informações são fundamentais tanto para o pesquisador preparar citação (direta ou indireta) quanto para usar na seção das Referências. Por exemplo: se o pesquisador utilizar um trecho para citação indireta ou paráfrase, é evidente que será necessário indicar o nome do autor e o ano do livro, que constarão na ficha catalográfica. Com isso, não haverá como o pesquisador fugir da obrigatoriedade de registrar essa citação na seção das Referências, informações também disponíveis na ficha catalográfica: Nome do autor. Título. Cidade: Editora, ano.
    A cópia da capa atribui organização, afora conter informações que, às vezes, não constam na ficha catalográfica.
    Se os autores do livro oferecem Referências no final do capítulo, elas devem ser registradas, pois auxiliam o pesquisador na procura de outros documentos, como ainda têm a mesma utilidade, que as Referências do final do livro.

Mente alegre

04/11/2014, às 12h
Por Pedro Reiz Centro de Treinamento e Formação e Editora Hyria
"Cultivar estados mentais positivos como a generosidade e a compaixão, decididamente conduz a melhor saúde mental e a felicidade".
                                                                                   Dalai Lama
                                                                                                                                                                         "
No livro Redação científica moderna, assim escrevi no Capítulo 2: Começar a redigir: “Quando o professor fala em sala de aula nem todos os estudantes e pesquisadores são capazes de reconhecer o que é fundamental e anotar. Não basta escutá-lo. É preciso tomar nota, manter a mente alegre, reler em outro momento, porque só alguns procuram na fala do professor o que contém revelação interessante e o que é expressivo".
Por causa da expressão mente alegre, tenho recebido alguns e-mails de pesquisadores de diferentes áreas em busca de esclarecimento sobre o que eu quis dizer, bem como questionamentos de psicólogos, em especial daqueles que têm pesquisas afins.
Mente alegre, para mim, remete a ideia de gratidão. Sim, de gratidão. Poucas vezes, muitos de nós, e eu me incluo entre os “muitos de nós", esquecemos de agradecer pelo que temos, e pedimos mais, queremos mais. Em certos casos, tornamo-nos escravos dos desejos, pois nessas situações não temos mentes, mas cérebros.
Uma mente alegre é serena e pode ser ativada por sensações prazerosas, criadas livremente, sem estímulos medicamentosos. Portanto, recompensa, prazer e euforia são alguns dos sentimentos positivos vivenciados por uma mente alegre que eventualmente não tenha experimentado uma sensação de bem-estar, mas que sabe gerar constante bem-estar, recurso disponível a todos, basta procurá-lo.
Ainda, uma mente alegre sabe das vicissitudes da vida, porém, não sucumbe, pois é perseverante e paciente. Para uma mente alegre, gratidão somada a paz interior, formam valores perenes. Manter a mente alegre é fonte de muito trabalho e de profunda firmeza de ânimo, uma vez que está em constante evolução, como a expansão de nossa consciência.

É possível aperfeiçoar as habilidades em redação científica?

5/8/2014, às 19h59
Por Pedro Reiz Centro de Treinamento e Formação e Editora Hyria

        Atualmente no Brasil, conforme dados divulgados pelo Inep em 2012, há mais ou menos 7 milhões de estudantes de graduação. Nas áreas de saúde, biológicas, engenharias e agrárias frequentam aproximadamente ¼ desses estudantes. Desses, um em cada três terão noções de entendimento e produção de texto (http://www.ipm.org.br e http://www.acaoeducativa.org), e um em cada doze frequentarão um curso de mestrado ou doutorado, apesar de apenas ¼ concluí-lo.
Dos graduados, alguns talvez utilizem  o conhecimento aprendido na graduação nos três primeiros anos, alguns aplicarão em parte e outros podem nunca empregá-los. Para os estudantes de graduação que utilizarão ou que pretendem usá-lo, o desenvolvimento das habilidades de consumo e de produção de texto científico é necessário, a fim de estimular e potencializar os benefícios positivos desses recursos e técnicas para as demais fases da vida profissional e acadêmica (mestrado e doutorado), etapas naturais em virtude da importância de continuar aprendendo e se atualizando.
Estudantes, profissionais e pesquisadores sobreviventes de formações defeituosas, muitas vezes são tratados como se tivessem bloqueios, tristeza, pânico, confusão, fobias, crenças limitadoras, perturbações, entre outros, por várias modalidades de profissionais na esperança de aliviar ansiedade, solidão, apego, estresse, hiperatividade, TDAH, dificuldade de trabalhar em equipe, déficit de atenção, sensação de não presença, insegurança, entre outros.
Com isso não se quer negar a existência de traumas, pois é óbvio que muitos deles precisam de atenção especializada. Todavia, uma alternativa pouco conhecida, é o coaching em redação científica, uma vez que muitos dos problemas relatados podem decorrer de frustrações pelo cumprimento irregular de disciplinas, complicações nos relacionamentos interpessoais, abandono de mestrado ou doutorado, desempenho abaixo do esperado etc.
Assim, o coaching em redação científica é um recurso para melhorar habilidades, competências e técnicas, fundamentais tanto para estudantes de graduação e pesquisadores (de mestrado e doutorado) quanto para profissionais altamente qualificados, porque apenas depois da superação de certos bloqueios é que há melhora na autoestima, autoconfiança e autonomia. O coaching em redação científica é muito eficaz, não somente ajuda na transposição de certos obstáculos na graduação, cursos de especialização, mestrado, doutorado, entre outros, mas tem auxiliado na atualização e aperfeiçoamento de pesquisadores e profissionais com muita experiência prática.

Como serão preparados os textos científicos em 2050?

1º/06/2014, às 16h06
Por Pedro Reiz Centro de Treinamento e Formação e Editora Hyria

A dissertação, tese e artigo científico não podem ser utilizados para falsear ou enganar. Afinal, eles são preparados por pessoas cultas e, portanto, escritos pelos próprios pesquisadores, não por outrem. Talvez, em 2050, ou no fim deste século, ou quem sabe no início do século XXII, seja explicada a evolução do modo de "aceitar" e preparar tese e artigo científico:
  • 1996: abertura de novos cursos pelo MEC e advento do “Provão” com o ministro da Educação, Paulo Renato.
  • 1996-2003: início da comercialização dos softwares que detectam possíveis plágios.
  • 2017-2025: mais rigor em algumas instituições de ensino para o aceite de trabalhos de conclusão de curso (graduação) e nas monografias dos cursos de especialização (lato sensu), com o zelo necessário e garantia de aprendizado pelo candidato. Destaque para o início da conscientização dos estudantes e pesquisadores, conforme desejam alguns professores orientadores, no que se refere aos diferentes cuidados na preparação do texto científico.
  • 2026-2030: o "apagão" de profissionais qualificados de graduação em algumas áreas, como já visto em anos anteriores, estimula o MEC a rever a atribuição de títulos de graduação, mestrado e doutorado.
  • 2031: as instituições de ensino superior apenas poderão conferir os graus de graduação, mestrado e doutorado após confirmação do MEC de que cada trabalho está de acordo com os seguintes parâmetros:
      a)     Baseia-se em uma Ideia central (Problema central);
      b)     Contém contribuições teóricas ou práticas relevantes;
      c)      A Hipótese está ajustada ao Objetivo do estudo ou Problema central;
      d)      Existe análise bibliográfica atualizada e pertinente à pesquisa;
      e)     O Método e os procedimentos utilizados são adequados ao Objetivo do estudo ou Problema central;
      f)     O Objetivo do estudo ou Problema central propostos pelo pesquisador são capazes de responder à proposição principal e testar as Hipóteses;
     g)     Os Resultados são autênticos;
     h)     A redação atende aos requisitos da linguagem científica.
  • 2035: a corrida científica internacional estabelece padrões de qualidade para os programas brasileiros de graduação, mestrado e doutorado prepararem seus candidatos.
Quem sabe, algumas mudanças ocorram mais rapidamente do que outras, e os pesquisadores da área da saúde sejam os primeiros a ser conscientizados para a importância dos recursos da redação científica e para a pesquisa em si.
Atualmente, a falta de compreensão de certos procedimentos teóricos faz com que o estudante ou o pesquisador não consiga redigir o trabalho de modo eficaz, o que o impede de avançar em diversos campos. Por exemplo, sem a fundamental Introdução, que é diferente da Revisão da literatura (ainda que na dissertação e tese no formato de artigo, ela seja colocada no capítulo introdutório), o trabalho transmite fragilidade e ganha ares de lugar-comum, de clichê. A ausência da Introdução (apresentar o trabalho para o leitor, situar o Problema central com breve evolução cronológica de modo a aprofundar os conhecimentos já existentes, expor a Justificativa etc.) em uma ou duas páginas pode representar que o pesquisador não tem clareza do trabalho e que tem dificuldades para explicá-lo, mesmo conhecendo muito sobre a parte prática.
Apesar da importância da adoção de procedimentos padronizados, tenho observado, de modo geral, que os pesquisadores mais criativos são aqueles que se afastam dos “modelos” corriqueiros de preparação da tese e do artigo científico.
O que cabe aqui, apesar de ser um pensamento repetido diversas vezes, é que quando se fala do futuroo futuro muda, porque cada um de nós pode mudá-lo.
Se os sábios conhecem a pluralidade de causas, estão convictos de que a sabedoria não pode ser “repassada”. É um bem imaterial, portanto, os filhos não a herdarão, mesmo que herdem os bens materiais (dinheiro, propriedades, entre outros).

Estudantes e pesquisadores. Quem são? O que querem?

14/04/2014, às 16h40
Por Pedro Reiz Centro de Treinamento e Formação e Editora Hyria

Costumo diferenciar os termos “estudante” de “pesquisador”, e utilizo o primeiro em alusão àqueles que frequentam a graduação e a pós-graduação (lato sensu). O vocábulo “pesquisador” guardo para a pessoa (masculina ou feminina) que participa de um grupo de pesquisa no ensino stricto sensu (mestrado, doutorado ou pós-doutorado) e também aos que pesquisam de modo autônomo ou independente.
Essa observação, ainda que singela, não procura formular julgamentos, pois tão-somente enfatiza as características próprias que exigem os graus pelos quais percorremos, mas que são diferentes, embora próximos.
No grupo “pesquisador” está inserido o que adquiriu grande conhecimento em redação cientifica, aliás, é pelo caminho dela que falo. Ademais, costumam ser pessoas que se destacam em diversos campos, independente do cargo que ocupam, e alguns têm grande talento. Porém, poucos, bem poucos, dominam a redação científica totalmente, pois são profissionais de áreas que exigem grande esforço para se manter atualizados, o que obviamente, não permite dedicação única, tenaz, persistente.
A atividade profissional, que define com precisão a área do pesquisador, requer constante atualização, ainda mais quando se trata de medicina, fisioterapia, física, biologia, nutrição, enfermagem, por exemplo, profissões muito especializadas e que demandam incansável leitura, frequente participação em eventos científicos do campo de atuação (congressos, jornadas, simpósios, colóquios, encontros) e atividades outras que tomam todo o tempo. Aos profissionais dessas áreas que ainda são docentesé quase impossível ter tempo para se dedicar a simples leitura de livros sobre redação científica, uma vez que se dedicam afora ao ensino, ainda à pesquisa e à assistência. A última, notadamente aos bravos profissionais da saúde.
Desse modo, enquanto é quase consenso dos especialistas (com E maiúsculo) que certos “estudantes” busquem apenas se livrar da redação científica, os “pesquisadores” deveriam procurar entendê-la para melhor aplicá-la.

Treinamentos em redação científica (São Paulo)

28/08/2013, às 9h55
Por Pedro Reiz Centro de Treinamento e Formação e Editora Hyria

     O Treinamento em Redação Científica é oferecido na modalidade individual ou em grupo, de acordo com a preferência do pesquisador. Trata-se de espaço único em que os pesquisadores podem aprofundar e renovar os seus conhecimentos, pois dispõem de toda a infraestrutura necessária.
       O apoio oferecido consiste em uma equipe de profissionais especializados em redação científica, em especial na área da saúde, que fornece desde o suporte para a familiarização das exigências dos periódicos científicos até o desenvolvimento de certas habilidades, por meio de métodos e técnicas eficazes e facilmente assimiláveis.
     Afora o suporte de profissionais - fator determinante para o sucesso - o Treinamento também é marcado por atividades práticas e dicas exemplificadas, tratadas sem estresse e com muita motivação e dinamismo.

São Paulo (Vila Mariana)

Turma 7 (aos sábados) 
Concluído 

Turma 8 (às terças-feiras)
Vagas esgotadas 

Turma 9 (às terças-feiras)
Concluído 
  
Turma 10 (aos sábados)
Vagas esgotadas

Matrículas em redacaocientifica.com

Observação: os treinamentos de cinco e sete semanas não serão oferecidos em 2014, pois serão substituídos pelos cursos de extensão e de pós-graduação em redação científica.

Pense nisto!

“A correção da linguagem é requisito indispensável a quem pretende escrever. 
Se o indivíduo ignora o seu idioma, como poderá exprimir corretamente os 
seus pensamentos? Como admitir um indivíduo a jactar-se de matemático 
e a confessar o seu desconhecimento das regras essenciais de aritmética?” 

A. Tenório D’Albuquerque

Curso de atualização em redação científica no RJ

22/07/2013, às 11h27
Por Pedro Reiz Centro de Treinamento e Formação e Editora Hyria
Data: 10 de agosto de 2013 (sábado)
Horário: 9h às 18h
Local: Rua Barata Ribeiro, 222 Copacabana
Objetivo: oferecer técnicas e recursos teóricos e práticos aos estudantes, pesquisadores e interessados em redação científica.
Público: pesquisadores inscritos nos programas de especialização, mestrado, doutorado e demais profissionais.
O Curso será desenvolvido em duas etapas
Período da manhã, atividades teóricas. 
Período da tarde, atividades práticas (em grupo).
Indicação bibliográfica:
Manual de técnicas de redação científica (2ª edição). A antiga Apostila está desatualizada.
Caderno de exercícios.
Redação científica moderna (lançamento).
Observação: não é necessário adquirir os livros para frequentar o Curso.
Programa:
Lógica do trabalho científico
Sequência de todas as etapas
Plano de trabalho
Técnicas para começar o trabalho e técnicas para começar a redigir
Descritores e bases de dados
Assunto e Tema
Problema central
Justificativa
Objetivo do estudo
Introdução com ou sem Revisão da literatura
Métodos, Resultados e Discussão, como apresentá-los
Modalidades de Conclusão
Otimizar práticas de redação científica e muito mais
Promoção "Convide um amigo pesquisador": 50% de desconto na segunda matrícula.
Estão incluídos um coffee-break, os artigos científicos que serão utilizados no Curso e material de apoio. A sala é climatizada e com acesso à internet (wireless). O certificado será conferido apenas aos que tiverem 100% de presença, ou seja, presença nos períodos da manhã e da tarde.

Outras informações:
(11) 3805-0048
Rua Domingos de Morais 2102, conj.34 Vila Mariana, São Paulo